sábado, 11 de junho de 2016

Quais destes livros foram proibidos pela Igreja Católica? 


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Há 50 anos, mais precisamente no dia 14 de junho de 1966, a Igreja Católica aboliu formalmente sua lista de obras proibidas aos cristãos, o temido Index Librorum Prohibitorum (índice de livros proibidos). A contar de quando teve sua primeira lista publicada, em 1559, o o índice vigorou – nos países ocidentais que adotavam a lista – durante 457 anos.
Apesar da existência de outros índices – como os das inquisições espanhola e lusitana, que tinham suas próprias relações de livros –, a lista romana (a maior de todas) contou com cerca de 5.200 obras de um total de 3.000 autores. Muitos deles tiveram todo o seu trabalho proibido, como Stendhal, escritor francês autor do romance “O Vermelho e o Negro”; ou então o filósofo inglês Thomas Hobbes, famoso pelo seu “O Leviatã”.
Edição do Index Librorum Prohibitorum, publicado em 1758
Edição do Index Librorum Prohibitorum, publicado em 1758
 Inaugurada no século 16 ao lado da Inquisição católica (movimento de perseguição e condenação de hereges), a censura católica (formada por um grupo de sacerdotes responsáveis pela análise de obras e elaboração do Index) tinha como principal objetivo conter o avanço dos reformistas, que questionavam a doutrina em vigor e acabaram por dividir a religião comandada pelo Vaticano, dando origem ao protestantismo.
Mas os censores foram além e passaram a incluir romancistas, cientistas e filósofos. Para fazer parte da lista, os critérios gerais eram anticlericalismo (posicionamento contrário à Igreja e demais instituições religiosas), blasfêmia (um insulto ou ataque às figuras sagradas, como Deus ou os santos) e heresia (ideias destoantes da doutrina católica).
Apesar disso, a censura não funcionava como uma ciência exata e, segundo o historiador alemão Hubert Wolf (autor de “Índice. O Vaticano e os livros proibidos”, de 2006), a decisão sobre a proibição de um livro ou de outro poderia variar de acordo com a equipe de censores em exercício.
De acordo com o professor de história das ciências na USP, Thomás Haddad, as regras poderiam enquadrar obras que causassem “escândalo” por serem “indecentes”. “Há livros de anatomia, por exemplo, que tiveram partes ‘expurgadas’, por terem a imagem de uma pessoa nua. Livros que falam sobre reprodução humana… Enfim, é um universo de regras muito cheio de detalhes que variam conforme a época, a região e sobretudo a equipe que estava fazendo a censura.”
Quer se aventurar e tentar adivinhar quais das obras fizeram parte ou não do Index católico? Faça o teste:

Qual desses livros foi proibido pela Igreja Católica?


Simone de Beauvoir
O Segundo Sexo (1949)

Sigmund Freud
Além do Princípio do Prazer (1920)

Alexandre Dumas
Os Três Mosqueteiros (1844)

J.D. Salinger
O Apanhador no Campo de Centeio (1951)

Jack Kerouac
On the Road (1957)

Voltaire
Cândido, ou O Otimismo (1759)

Adolf Hitler
Minha Luta (1925)

Montesquieu
O Espírito das Leis (1748)

Jean-Paul Sartre
A Náusea (1938)

Friedrich Nietzsche
Além do Bem e do Mal (1886)

Charles Darwin
A Origem das Espécies (1859)

Jean Jacques Rousseau
Do Contrato Social (1762)

René Descartes
As Paixões da Alma (1649)

Lewis Carroll
Alice no País das Maravilhas (1865)

D.H. Lawrence
O Amante de Lady Chatterley (1928)

Gustave Flaubert
Madame Bovary (1856)

John Stuart Mill
Princípios de Economia Política (1848)

Karl Marx
Manifesto do Partido Comunista (1848)

Allan Kardec
O Livro dos Espíritos (1857)

Aldous Huxley
Admirável Mundo Novo (1932)

Diderot e d'Alembert
Enciclopédia, ou Dicionário razoado das ciências, das artes e dos ofícios (1751-72)

Franz Kafka
A Metamorfose (1915)

Vladimir Nabokov
Lolita (1955)

Marquês de Sade
Justine ou os Infortúnios da Virtude (1791)
RESULTADO
Você ainda precisa responder 12 perguntas para terminar o quiz
ESTAVA ERRADO: A versão original deste quiz afirmava que Franz Kafka era alemão. O escritor, original de Praga, é tcheco. O texto foi corrigido às 15h22 do dia 7 de junho de 2016.

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