Quais destes livros foram proibidos pela Igreja Católica?
https://www.nexojornal.com.br/interativo/2016/06/07/Quais-destes-livros-foram-proibidos-pela-Igreja-Cat%C3%B3lica?utm_campaign=a_nexo_20160608&
Há 50 anos, mais precisamente no dia 14 de junho de 1966, a Igreja
Católica aboliu formalmente sua lista de obras proibidas aos cristãos, o
temido Index Librorum Prohibitorum (índice de livros proibidos). A
contar de quando teve sua primeira lista publicada, em 1559, o o índice
vigorou – nos países ocidentais que adotavam a lista – durante 457 anos.
Apesar da existência de outros índices – como os das inquisições espanhola e lusitana, que tinham suas próprias relações de livros –, a lista romana (a maior de todas) contou com cerca de 5.200 obras de um total de 3.000 autores. Muitos deles tiveram todo o seu trabalho proibido, como Stendhal, escritor francês autor do romance “O Vermelho e o Negro”; ou então o filósofo inglês Thomas Hobbes, famoso pelo seu “O Leviatã”.
Inaugurada no século 16 ao lado da Inquisição católica (movimento de
perseguição e condenação de hereges), a censura católica (formada por
um grupo de sacerdotes responsáveis pela análise de obras e elaboração
do Index) tinha como principal objetivo conter o avanço dos reformistas,
que questionavam a doutrina em vigor e acabaram por dividir a religião
comandada pelo Vaticano, dando origem ao protestantismo.
Mas os censores foram além e passaram a incluir romancistas, cientistas e filósofos. Para fazer parte da lista, os critérios gerais eram anticlericalismo (posicionamento contrário à Igreja e demais instituições religiosas), blasfêmia (um insulto ou ataque às figuras sagradas, como Deus ou os santos) e heresia (ideias destoantes da doutrina católica).
Apesar disso, a censura não funcionava como uma ciência exata e, segundo o historiador alemão Hubert Wolf (autor de “Índice. O Vaticano e os livros proibidos”, de 2006), a decisão sobre a proibição de um livro ou de outro poderia variar de acordo com a equipe de censores em exercício.
De acordo com o professor de história das ciências na USP, Thomás Haddad, as regras poderiam enquadrar obras que causassem “escândalo” por serem “indecentes”. “Há livros de anatomia, por exemplo, que tiveram partes ‘expurgadas’, por terem a imagem de uma pessoa nua. Livros que falam sobre reprodução humana… Enfim, é um universo de regras muito cheio de detalhes que variam conforme a época, a região e sobretudo a equipe que estava fazendo a censura.”
Quer se aventurar e tentar adivinhar quais das obras fizeram parte ou não do Index católico? Faça o teste:
ESTAVA ERRADO: A versão original deste quiz
afirmava que Franz Kafka era alemão. O escritor, original de Praga, é
tcheco. O texto foi corrigido às 15h22 do dia 7 de junho de 2016.
Apesar da existência de outros índices – como os das inquisições espanhola e lusitana, que tinham suas próprias relações de livros –, a lista romana (a maior de todas) contou com cerca de 5.200 obras de um total de 3.000 autores. Muitos deles tiveram todo o seu trabalho proibido, como Stendhal, escritor francês autor do romance “O Vermelho e o Negro”; ou então o filósofo inglês Thomas Hobbes, famoso pelo seu “O Leviatã”.
Mas os censores foram além e passaram a incluir romancistas, cientistas e filósofos. Para fazer parte da lista, os critérios gerais eram anticlericalismo (posicionamento contrário à Igreja e demais instituições religiosas), blasfêmia (um insulto ou ataque às figuras sagradas, como Deus ou os santos) e heresia (ideias destoantes da doutrina católica).
Apesar disso, a censura não funcionava como uma ciência exata e, segundo o historiador alemão Hubert Wolf (autor de “Índice. O Vaticano e os livros proibidos”, de 2006), a decisão sobre a proibição de um livro ou de outro poderia variar de acordo com a equipe de censores em exercício.
De acordo com o professor de história das ciências na USP, Thomás Haddad, as regras poderiam enquadrar obras que causassem “escândalo” por serem “indecentes”. “Há livros de anatomia, por exemplo, que tiveram partes ‘expurgadas’, por terem a imagem de uma pessoa nua. Livros que falam sobre reprodução humana… Enfim, é um universo de regras muito cheio de detalhes que variam conforme a época, a região e sobretudo a equipe que estava fazendo a censura.”
Quer se aventurar e tentar adivinhar quais das obras fizeram parte ou não do Index católico? Faça o teste:

























Sem comentários:
Enviar um comentário