
As conclusões do Conselho Europeu desta noite deram uma boa notícia a Passos Coelho: um elogio ao comprometimento do seu governo "em implementar na sua totalidade o programa de reformas" acordado com a troika.
Podia ser um elogio normal ao primeiro-ministro estreante mas, neste caso, tem uma função importante: separar as águas entre o que se está a passar na Grécia e o que acontece na Irlanda (elogiada pela implementação do seu programa) e Portugal.
"Procurar um consenso sobre a necessidade das reformas e a implementação estrita desses programas vai assegurar", diz o Conselho, "a sustentabilidade da dívida e o regresso de Portugal e Irlanda ao mercados financeiros".
Passos, no final da reunião, disse aos jornalistas que era "muito importante que não houvesse uma associação de ideias" entre as situações dos dois países e registou do jantar dos líderes "uma expectativa positiva" sobre o que se passará em Portugal.
Quanto à situação grega, mereceu um fortíssimo repto dos 27 líderes para uma "união nacional" em torno do segundo pacote de ajuda que está a ser negociado. Um repto que inclui a oposição conservadora, que tem rejeitado todas as medidas e já pede eleições antecipadas.
A pressão sobre o líder conservador foi de tal forma forte que a reunião do PPE - onde Antonis Samaras estava presente - se concentrou a fazer pressão no mesmo sentido. Passos Coelho também admite ter falado com ele. "Tivemos oportunidade de fazer alguma troca de informação sobre a experiência que cada um de nós teve nos últimos tempos", disse Passos aos jornalistas portugueses, sem adiantar mais.
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